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IDEIAS SYNTETICAS

por Alexandre Moreno* - (17/10/2011)

A cultura da aprendizagem nas organizações

Esse texto apresentará uma breve revisão bibliográfica sobre a cultura da aprendizagem. A primeira definição inicia-se na visão de Peter Senge (1990) que conceitua a cultura da aprendizagem como um processo em que as organizações devem desenvolvê-la para evoluir, e as divide em “cinco disciplinas”: o domínio pessoal, relacionada ao autoconhecimento; os modelos mentais, que trata de imagens que influenciam o modo como às pessoas vêem o mundo; os objetivos comuns; aprendizagem em equipe, e o pensamento sistêmico.


Para Drucker (2002) toda empresa é uma instituição de aprendizado e ensino. Ele afirma que a administração deve capacitar a empresa e cada um de seus componentes a crescer e se desenvolver à medida que mudem as oportunidades.


Para Fleury (1995) alguns pontos são essenciais para gerar a dinâmica da aprendizagem, como o processo que deve ser contínuo e estendido a todos na corporação desde o operacional; bem como os processos de inovação, capacitação e qualificação; outro ponto é que os objetivos organizacionais são explicitados e partilhados, possibilitando o comprometimento das pessoas à medida que haja congruência entre os objetivos pessoais, ou seja, o autodesenvolvimento, e os relacionados ao desenvolvimento organizacional. Senge (1990) complementa, afirmando que se os colaboradores que não estiverem pessoalmente engajados, o processo de aprendizado não será mantido.


Conforme Starkey (1997), o processo de aprendizagem exige a criativa destruição das barreiras ao aprendizado, aprender é uma experiência social decorrente da interação e do diálogo com terceiros num ambiente onde as pessoas estejam dispostas a compartilhar suas idéias com os outros.


Para que a aprendizagem organizacional possa ser um processo contínuo, alguns aspectos precisam ser observados no âmbito da organização como a estratégia competitiva, a cultura organizacional e a gestão de pessoas, afirma Fleury (1995).

Para melhor explicar esta afirmação, a autora delineia um conjunto de dez pressupostos consistentes que dão sustentação a uma cultura de aprendizagem, são eles:

1. a relação da organização com o ambiente, a organização é dominante, ou seja, uma organização em processo contínuo de aprendizagem deve acreditar que o ambiente em que ela existe é, de certa maneira, administrável;

2. a natureza da realidade e verdade pragmática, evitando que a sabedoria e a verdade residam numa única fonte;

3. a natureza humana boa e mutável. Acredita-se aqui que o ser humano é na sua essência bom e pode sempre envolver-se num processo de autodesenvolvimento;

4. a natureza humana pró-ativa, onde se espera que o ser humano não tenha uma atitude passiva, mas sim pró-ativa, não só resolvendo problemas, mas também se envolvendo num processo constante de aprendizado;

5. a natureza das relações humanas, ou seja, individualismo versus grupismo, autoritarismo versus participação, não existe uma preferência única, a escolha por uma das formas tem relação com a necessidade de criatividade e inovação;

6. a natureza do tempo: orientado para o futuro, isto é essencial para a organização conseguir avaliar as conseqüências sistêmicas de diferentes cursos de ação;

7. comunicação intensa e confiável;

8. a diversidade de subculturas pode constituir recursos valiosos para a aprendizagem e a inovação, desde que sejam conectadas e se respeitem mutuamente;

9. a orientação para a tarefa e para as relações interpessoais, não existe uma única opção, ambas podem ser importantes dependendo do tipo de organização ou do seu momento de vida e;

10. o pensamento sistêmico, este é um fator crítico para a aprendizagem, pois, favorece a elaboração de modelos mentais mais complexos. Essa capacidade tem de ser desenvolvida por todas as pessoas que participam da organização.


Engenheiro formado pela UNESP, especialista em Marketing (FAAP), mestre em Gestão de Pessoas pela Universidade Metodista, coach formado pelo Integrated Coaching Institute e Analista Quântico. Professor da pós-graduação e MBA FIA/USP e FAAP, nas disciplinas de Gestão do Marketing e Competências Empreendedoras.

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