Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)

A Abordagem Centrada na Pessoa foi criada pelo humanista Carl Rogers. Como psicólogo, ele lecionou em universidades, como UCLA, Harvard, Berkley, Wisconsin, Chicago, Ohio. Foi presidente da American Psychological Association e publicou 12 livros.

Foi na universidade de Chicago que ele pode colocar em prática sua teoria de que o professor pode ser um facilitador da aprendizagem, oferecendo recursos para o que aluno adquira o conhecimento por meio das vivências. Essa é a base da Abordagem Centrada na Pessoa e é a base do trabalho da Syntese nos processos de aprendizagem.

Princípio da Abordagem

Tendência Atualizante ou Atualização

A Abordagem Centrada na Pessoa tem como pressuposto a tendência atualizante, que é a convicção de que todo ser vivo busca o melhor para si. Tudo no universo está em formação e tem uma tendência formativa. Mas, ao longo da vida, aprendemos a não confiar na nossa atualização e nos desvinculamos de nós mesmos. Então, muitas vezes, encontramos como forma de atualização o ato de fazer escolhas tidas pelos outros como as certas, as melhores ou as mais adequadas.

O resultado é uma insatisfação coletiva. Quem “obedece” não é feliz, já que não pode ser autêntico, genuíno e agir de acordo com suas necessidades e vontades. Quem “ordena” também não é feliz, porque vive o desgaste de tentar colocar o outro na rota que julga ser a melhor para ele. Essa situação não é rara de ser vista nas relações pessoais e profissionais.

Posturas Facilitadoras

Compreensão Empática ou Empatia

Compreensão empática é, basicamente, a capacidade imprescindível do facilitador tentar compreender o outro pelo olhar do outro, entendendo seu contexto, a forma como ele se enxerga e se sente. É entender o outro, despindo-se de preconceitos e julgamentos, deixando de lado o próprio ponto de vista e os próprios valores. O desafio é se libertar do controle e não aprisionar o grupo durante um treinamento.

Um grupo sob controle dificilmente exerce autonomia, adquire sentimento de dono ou alinha-se ao propósito da companhia.

Congruência ou Autenticidade

Ser congruente é ter a capacidade e a coragem de expressar sentimentos e sensações provenientes das relações interpessoais. É ser genuíno com o outro, expondo-se de forma verdadeira. Ser congruente é uma forma de levar o outro em consideração, revelando que há o desejo de compreendê-lo e, portanto, de facilitar e aprimorar o relacionamento.

Para se manter dentro dos princípios da Abordagem Centrada na Pessoa, o facilitador precisa estar inteiro e confiante na relação com o grupo, crente na capacidade do grupo se atualizar (tendência atualizante), a partir das suas próprias escolhas.

Aceitação incondicional positiva

Aceitação incondicional positiva é a capacidade imprescindível do facilitador aceitar o outro incondicionalmente, independentemente do que o outro seja, fale, pense, deseje. Pode-se estruturar regras e impor limites, mas sem deixar de oferecer a outra pessoa a chance de – e condições para – se sentir aceita e, assim, permanecer disponível na relação para que possa se atualizar por meio dela.

A aceitação incondicional positiva abre caminho para que o colaborador entregue sua melhor performance, possibilitando a ele autonomia para testar seus limites e capacidades.

“Se vivemos em um mundo complexo e interligado, e novas informações nos fazem, a toda hora, mudar de planos, por que a escola ainda teima em ensinar certezas e conhecimentos que parecem únicos e absolutos?”
Edgar Morin, antropólogo, sociólogo e filósofo
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