As competências para construir uma carreira de sucesso

As competências para construir uma carreira de sucesso

Por Maria de Lurdes Zamora Damião*

Uma carreira de sucesso é tudo que um profissional almeja, porém, como defini-la?
Depende muito de quem a idealiza, afinal, somos únicos, inclusive em relação à concepção do que é sucesso, mas, sucesso pode ser entendido como a realização daquilo que idealizamos, planejamos e concretizamos. Enfim, sucesso é a realização daquilo que sonhamos ou criamos, primeiramente em nossa mente e, depois, concretizamos no mundo externo.

Como podemos nos preparar para alcançá-lo?
A resposta é muito complexa, mas, com certeza, o primeiro passo envolve a necessidade de autoconhecimento, com o objetivo de entender as competências que já desenvolveu e as que precisam ser trabalhadas para, então, entrar em um processo de autodesenvolvimento.

Como base para essa análise, podemos utilizar os três tipos de competências necessárias para fazer uma carreira de sucesso: técnicas, emocionais e administrativas.

Entende-se como competências técnicas os recursos internos para desenvolver com efetividade as responsabilidades da profissão. Competências emocionais envolvem a capacidade emocional para criar vínculos produtivos consigo e com o outro. E competências administrativas são a habilidade para gerir todas essas competências em prol da sua realização profissional, além de alinhar e equilibrar vida pessoal, profissional, relacionamentos e qualidade de vida.

Aliás, qual é seu nível de satisfação com cada uma dessas competências? Aproveite para anotar no quadro abaixo.

Se você estiver mais próximo da insatisfação, o momento é ideal para investir em desenvolvimento – e muitas são as estratégias que levam a excelentes resultados.

Se a insatisfação estiver relacionada às competências técnicas (ou hard skills), é importante que você analise e reconheça seus gaps e, se possível, peça feedback com o objetivo de confirmar e reorientar seus esforços. Investir em treinamentos e cursos específicos com experiências práticas é uma alternativa que leva a excelentes resultados. Não descarte a parceria com seus pares como uma fonte de aprendizado.

Quando a insatisfação é relacionada às competências emocionais (ou soft skills), o processo é um pouco mais complexo – aliás, costumo dizer que o soft é hard e o hard é soft.

Se não domino uma técnica e estou interessado em desenvolvê-la, um livro, um curso ou um treinamento me oferecem suporte para alcançar o objetivo. No entanto, com as competências emocionais, o processo requer mais dedicação e estratégias diferenciadas, principalmente porque ainda é encarado com restrições em nossa cultura. A educação formal demonstra essa restrição ao priorizar as competências técnicas e dar pouca ênfase às emocionais ou socioemocionais.

As competências emocionais, em sua maioria, são em decorrência do desenvolvimento da inteligência emocional, que pode ser explicada como uma série de capacidades e competências que norteiam o desempenho da pessoa e a levam ao sucesso, apesar dos desafios e pressões. Resumindo: é a capacidade de atingir as próprias metas por meio da interação com o ambiente.

Daniel Goleman considera que para desenvolver a inteligência emocional é necessário colocar em ação um planejamento de 5 etapas:

  • autopercepção;
  • autogerenciamento;
  • automotivação;
  • empatia;
  • sociabilidade.

A primeira etapa contempla a autopercepção, afinal, conhecer-se é o ponto de partida – entender as próprias emoções, a imagem que projeta para o outro, a motivação para suas escolhas e os padrões automáticos que levam à autossabotagem.

Conhecer-se possibilita a segunda etapa, que é o autogerenciamento, pois permite administrar as próprias emoções, assim como estabelecer propósitos e planos.

Quando sei o que quero e alinho minhas ações em prol de meus objetivos, me torno automotivado, que é a terceira etapa do processo. As três primeiras etapas estão relacionadas à inteligência intrapessoal, que contempla o relacionamento do indivíduo consigo mesmo.

Quando atinjo a terceira etapa, me abro para a inteligência interpessoal, presente nas duas últimas etapas. Aprendi a ter paciência, compreensão e amorosidade para conhecer-me e tornar-me mais consciente de minhas ações e seus impactos, deixei de justificar meus erros culpando os outros e essa experiência me possibilita ser mais compreensivo com o outro, que é tão único como eu.

Assim surge a empatia e a consciência de que vivemos em sociedade e cada um tem seu jeito de ser, pautado por suas experiências, expectativas, frustrações, emoções e sonhos.

O autorrespeito desenvolvido nas três primeiras etapas se expande e transforma-se em respeito pelo outro, por todos os outros e, assim, vivencia-se a quinta etapa, com habilidades sociais para saber lidar com as emoções do outro, negociar e cooperar. Um psicólogo, um coach holístico, cursos de imersão comportamentais são preciosos nesse processo de desenvolvimento de competências emocionais.

O terceiro tipo de competências é fundamental, pois é preciso administrar nossas competências técnicas e emocionais em prol de nossos propósitos. Para desenvolver essas competências, é necessário buscar noções de administração para construir cenários desejados, planejar a jornada com suas etapas e estratégias e partir para a ação, driblar a procrastinação, planejar o tempo e as finanças, assim como equilibrar a vida pessoal, profissional, os relacionamentos e a saúde física, mental e emocional. Cursos específicos e um coach tradicional ou holístico são de grande valia nessa tarefa.

Bom, agora é com você!

Maria de Lurdes Zamora Damião, facilitadora Syntese

*Maria de Lurdes Zamora Damião é coach holístico, psicóloga, pedagoga, mestre em administração. Professora, facilitadora de treinamentos e palestrante.

 

 

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