Como a educação de base impacta no perfil dos profissionais

Como a educação de base impacta no perfil dos profissionais

A Syntese é uma empresa de treinamentos corporativos que acredita em um modelo diferente de educação. Por isso, busca se aproximar de profissionais inovadores na área para trocar experiências e ampliar seu repertório. Em uma dessas iniciativas, o professor Braz Nogueira foi convidado a compartilhar sua trajetória à frente da Escola Municipal de Ensino Fundamental Campos Salles, em Heliópolis (São Paulo), onde promoveu uma verdadeira revolução no jeito de fazer educação.

Ele foi diretor da instituição por 20 anos, de 1995 a 2015, e trilhou um longo caminho até promover a transformação desejada. “A gente construiu, junto com milhares de pessoas, uma escola onde a maioria se sente bem. Isso é uma novidade no nosso país”, comemora. 

O trabalho foi feito por etapas, em um processo muito bem elaborado por Nogueira, que atuou como um facilitador bastante estrategista. Foi guiado por cinco princípios, alguns deles inspirados na Escola de Ponte, em Portugal. Eles contribuem para a formação integral e cidadã dos estudantes e estão na ponta da língua – e nas práticas – de toda a comunidade escolar: 

  • Tudo passa pela educação
  • A escola como centro de liderança
  • Autonomia
  • Responsabilidade
  • Solidariedade

As lições de liderança e estratégia de Braz Nogueira

Sua primeira estratégia foi identificar quem eram os apoiadores da mudança. Ele contou com a ajuda dessas pessoas para engajar outras dentro e fora da escola – alunos, professores, funcionários, pais e comunidade. Assim, Nogueira criou uma rede de apoio para seu projeto e aprendeu uma importante lição, a mais importante de sua vida, segundo ele. 

“O líder é aquele que mantém a esperança no grupo. E ele pode variar de acordo com o momento.” – Braz Nogueira

O então diretor levou professores para conhecer a EMEF Desembargador Amorim Lima e ver como funcionava na prática. Foram muitos os desafios, como a carência e a violência do local, que ele driblou lutando por uma cultura de paz, engajando lideranças locais, unindo a comunidade e promovendo caminhadas pela paz. Mas, o principal deles foi a resistência de alguns professores. 

“Mexer na relação entre aluno e professor é como mexer em uma casa de marimbondo”, diz Nogueira. Por isso, a importância de uma rede de apoio engajada. 

Derrubando muros para desenvolver pessoas

Na Campos Salles, atualmente o projeto funciona da seguinte forma: foram criados cinco grandes salões, com até 75 estudantes cada. Três professores dividem a responsabilidade de cada salão. Em vez de aulas definidas por disciplinas, os alunos estudam por roteiros pré-elaborados pelos professores, em grupos de quatro pessoas. Cada um aprende no seu ritmo e pode trocar de grupo se avançar em um tempo diferente. 

Tudo isso só foi possível graças aos cinco princípios da escola, baseados na confiança na capacidade dos indivíduos se desenvolverem – que também é uma crença da Syntese. 

“Eu luto para que a sociedade se transforme, para que haja espaço para todos, para derrubar as paredes que nos separam.” – Braz Nogueira

Nos próximos posts, você saberá como esses princípios são desenvolvidos na escola Campos Salles, os benefícios que trazem para a formação dos indivíduos e como se relacionam com as necessidades atuais das empresas.

Paulo Freire foi a inspiração de Nogueira para virar educador. “A pedagogia de Paulo Freire coloca todo mundo junto, ajuda a derrubar as paredes invisíveis e aproxima um do outro naquilo que cada um é para, a partir daí, construir as coisas em conjunto”, diz.

A Syntese também acredita nisso, por isso adota a facilitação pela ACP – Abordagem Centrada na Pessoa (postulada pelo psicoterapeuta Carl Rogers) nos treinamentos corporativos que realiza. 

Os desafios da educação formal tem tudo a ver com educação corporativa, segundo Alexandre Moreno, fundador da Syntese e autor do livro “Facilitação – Um Jeito de Ser”

“A deficiência na educação formal tem impacto no perfil dos líderes e faz com que as empresas tenham que investir em educação corporativa, analisa Moreno. 

Por ser inovadora e não apresentar uma fórmula pronta, muitas vezes a ACP enfrenta resistência dentro do RH das empresas, como Moreno explica neste vídeo.

Para saber mais, confira a entrevista: https://www.syntese.com.br/blog/acp-blog/entenda-os-diferenciais-da-facilitacao-pela-abordagem-centrada-na-pessoa/

Assista, na íntegra, como foi o encontro do professor Braz Nogueira na Syntese:


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