APRENDIZAGEM

“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Pai, me ensina a olhar!” Eduardo Galeano. O Livro dos Abraços.

“Se um educador escuta um “me ajuda a olhar!”, seja através da fala, dos olhos, das mãos, do corpo, do sonho, do choro, da dor, da alegria, ele deveria sempre responder com um “me ensina o que você viu!”” Tião Rocha, livro Cartas a jovens educadores.

Um ecossistema saudável de aprendizagem, favorece a promoção de experiências pessoais personalizadas, apoia a colaboração e a responsabilização. Cria uma atmosfera favorável ao aprender significativo e autodirigido.

Aprendizagem significativa

1. Os facilitadores compartilham com as outras — os estudantes, e se possível também os membros da comunidade — a responsabilidade pelo processo de aprendizagem;

2. O facilitador oferece recursos e os estudantes são encorajados a acrescentar recursos, além da aprendizagem ficar associada à experiência do grupo;

3. Os estudantes desenvolvem seus próprios programas de aprendizagem, individualmente ou em cooperação. Explorando seus próprios interesses, defrontando-se com essa riqueza de recursos, cada um escolhe os caminhos que deseja percorrer no processo de aprendizagem e assume a responsabilidade pelas consequências dessas escolhas;

4. Criar um clima facilitador da aprendizagem. Uma atmosfera de autenticidade, interesse e atenção. (…) Aprender uns com os outros torna- se tão importante quanto aprender nos livros e filmes ou com as experiências da comunidade;

5. O foco da aprendizagem é, primordialmente, a promoção da continuidade do processo de aprendizagem, foco no COMO aprender;

6. A autodisciplina substitui a disciplina externa;

7. A avaliação da extensão e do significado da aprendizagem de cada aluno é feita primordialmente pelo próprio aluno, embora as auto- avaliações possam ser influenciadas e enriquecidas por um feedback cuidadoso de outros membros do grupo ou do facilitador;

8. A direção é auto-escolhida, a aprendizagem é auto-iniciada e as pessoas estão empenhadas no processo de uma forma global, com sentimentos e paixões tanto quanto com o intelecto.

Refletir sobre a aprendizagem

Alguns “Por quês?” sobre educação

Por que o estudante tem que ficar calado nos processos de aprendizagem? Por que as empresas e escolas dedicam mais tempo a as metodologias de ensino do que aos processos de aprendizagem?
Por que a “aula” é praticamente a única estratégia de ensino?

Por que muitos processos de aprendizagem ainda se baseiam na ameaça?
Por que o trabalho dos educadores/facilitadores/consultores ainda é solitário? Por que os processos de educação – de maneira geral – não considera as diferenças no jeito, forma e inteligências de cada pessoa?
Por que a educação ainda é incoerente com a diversidade?
Por que repetimos um modelo que não responde às demandas do mundo atual?
Por que adotamos ainda uma educação que deposita conteúdos na cabeça do outro – por muitas vezes – desconsiderando-o do processo que é dele e não do professor/educador?
Por que a educação tem que ser centrada no professor e nos conteúdos – sem conexão com a realidade?
Por que educação não pode ser divertida?
Por que a educação está focada no aspecto cognitivo e não na integralidade do estudante/participante?
Por que os projetos inovadores em educação não se conectam ao mundo corporativo – e vice-versa?
Por que a escola é um lugar distante das empresas e vice-versa?
Por que a educação ainda acontece na vertical (depositando conteúdos)?
Por que não confiamos nas pessoas e suas potências?

Como?

Como podemos fazer pontes entre o mundo corporativo e a educação de base?
Como comunicamos às empresas sobre essa amplitude – Infantil ao Corporativo?
Como apoiamos organizações a alicerçar projetos de educação em pilares reais, sólidos, inovadores e transformadores?
Como organizar tudo aquilo que vimos, vivemos e aprendemos?
Como aprofundar, debater e praticar uma aprendizagem significativa nas escolas e empresas?
Como resolver problemas complexos?
Como estimular a pesquisa científica?
Como viver e discutir temas emocionalmente desgastantes?
Como criar ecossistemas de aprendizagem significativos e centrados nas pessoas?

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